terça-feira, 18 de janeiro de 2011

Virada Cultural


Olá!

O título da postagem e a imagem escolhida não podiam ser melhores para representar este momento de mudança no blog Literama. Outrora representante quase indelével da Literatura em todas as suas manifestações, a partir desta data também será um espaço aberto aos mais variados assuntos ligados à Cultura (de qualidade) e às ciências humanas de um modo geral. Sempre, é claro, mantendo o mesmo espírito do momento de sua criação nos idos de 2009: escritos de refinada qualidade, selecionados cuidadosamente sem perder a simplicidade. A mudança também pode ser vista no novo design, uma clara referência à Cultura em todas as suas amplitudes.

Sejam bem-vindos à esta Virada Cultural!

Abraços,

Letícia Vaughan Häangler-Bohr.

quinta-feira, 30 de dezembro de 2010

Feliz 2011!


Olá!

Desejo a todos um Fabuloso Ano Novo! Muita Paz e Harmonia!
Deixo um trecho do poema Receita de Ano Novo, de Carlos Drummond de Andrade, que considero o mais especial:


"Para ganhar um Ano Novo
que mereça este nome,
você, meu caro, tem de merecê-lo,
tem de fazê-lo novo, eu sei que não é fácil,
mas tente, experimente, consciente.
É dentro de você que o Ano Novo
cochila e espera desde sempre."

Faço minhas as palavras de Drummond. Façamos por onde merecer este Ano Novo que tanto queremos!


Feliz 2011! =D

Letícia Vaughan Häangler-Bohr

Uma Perguntinha...


Você já abraçou alguém hoje? Então aqui fica a dica de uma abraçófila (apelido carinhoso que recebi do grande Lê, amigo de todas as horas nos tempos de UFF): abrace mais. Mesmo que seja seu vizinho, um colega de trabalho, um conhecido do bairro ou até mesmo um desconhecido. Vamos nos abraçar mais e discutir menos. Vamos amar mais uns aos outros do que ficar disputando atenções no vazio. Vamos cuidar mais do que amamos do que perder tempo cuidando daquilo que não nos faz bem. Vamos sorrir mais e permitir que a vida sorria de volta todos os dias.

Para você, o meu abraço.

Letícia Vaughan Häangler-Bohr

quarta-feira, 22 de dezembro de 2010

Manifesto de Inverno


Olá!

Confesso que há muito escrevi esta pequena crônica que estou a publicar somente hoje, mas acredito que não há período melhor para a sua publicação do que agora. Sim, agora. Com o advento do verão escaldante que está aterrorizando a todos - sobretudo no Rio de Janeiro - nada melhor do que ler palavras gélidas, porém sutis.


Manifesto de Inverno

Eis a estação mais intrigante do ano. E a mais apaixonante. O Inverno. Paisagens gélidas nos países frios, muita umidade nos tropicais. Minha paixão pelo Inverno é antiga, desde os tempos d'infância. Parece-me que os corações tornam-se mais afáveis e solidários, os entes mais queridos, os amantes mais amáveis. Há quem diga que é a estação mais cruel do ano. Eu discordo veementemente. O Verão torna os corações mais individualistas, menos afáveis, bem menos amáveis. Pelo menos na terra brasilis é isso o que eu vejo. E sinto. Não estou, pois, desconsiderando um belo dia ensolarado - tampouco diminuindo a sua importância. Deixo registrada nestas trêmulas linhas uma singela homenagem àquela que é a "grande vilã" de muitos e uma querida para poucos. Brindemos este momento com um bom capuccino e/ou numa bela mesa de fondue com vinho. Esqueçamos as individualidades e aproximemos os corações. Transformemo-nos em pessoas mais afáveis. E mais amáveis.

segunda-feira, 25 de outubro de 2010

Em tempos políticos... Bertold Brecht.

Olá!

Diante dos acontecimentos no âmbito político do nosso país (leia-se, eleições 2010) sinto-me no dever cívico de compartilhar com todos um poema do dramaturgo alemão Bertold Brecht, um homem que por meio da sua arte (e da sua visão acerca do mundo) influenciou (e ainda influencia) toda uma geração. Leia e veja como os versos exprimem exatamente o sentimento de vários nesse momento (e eu incluo-me nessa lista). Identifique-se (ou não), concorde (ou não), mas não deixe de ler.


O Analfabeto Político


O pior analfabeto
É o analfabeto político,
Ele não ouve, não fala,
nem participa dos acontecimentos políticos.

Ele não sabe que o custo de vida,
o preço do feijão, do peixe, da farinha,
do aluguel, do sapato e do remédio
dependem das decisões políticas.

O analfabeto político
é tão burro que se orgulha
e estufa o peito dizendo
que odeia a política.

Não sabe o imbecil que,
da sua ignorância política
nasce a prostituta, o menor abandonado,
e o pior de todos os bandidos,
que é o político vigarista,
pilantra, corrupto e o lacaio
das empresas nacionais e multinacionais.


Bertold Brecht

O Blog, A Volta

Olá!

Depois de algum tempo sem postagens, o blog volta das longas férias com visual novo e energias renovadas. Na bagagem muitas experiências gratificantes e muitas impressões a compartilhar.